segunda-feira, 10 de agosto de 2009


Andei lembrando dos teus detalhes,daquele seu sorriso que era arrancado com dificuldade e que fazia do dia algo melhor,do jeito que me beijava com amor e fazia meu mundo parar, do jeito que você fechava os olhos, da sua voz que me dava uma tremenda segurança, do como balançava o cabelo quando caminhava, do como sua mão era quente e seu peito aconchegante, do teu perfume, dos cigarros entre teus dedos e da mochila preta, das camisetas de banda e do all star surrado, das calças estilo jeans detonado, do teu modo desconfiado de agir e do ciúmes bobo, lembrei das músicas que ouvia e dos papo sem pé nem cabeça que me fascinavam, do futuro que sonhavas, dos ideais que tinha, da dor que guardava, do como era forte e ao mesmo tempo doce, da tua educação grosseira e teu romantismo estranho...Eu tenho olhado a lua como antes, tenho visto o brilho das estrelas e sentido o vento batendo em meu rosto, tenho feito tudo aquilo que é capaz de trazer mais perto o amor que eu tinha, tuas músicas constituem minha trilha sonora diária e as lembranças são o que me fazem sorrir.
Mais cartas foram escritas e queimadas, é ridículo achar que posso queimar e esquecer o que aconteceu como se fosse apenas mais uma folha de caderno.Eu só quero que saiba que a saudade tem crescido nessas noites frias onde só você é capaz de me aquecer...

Um comentário:

  1. Meu amor... Tuas palavras entram em meu coração, onde eu a tenho e insisto loucamente em falar contigo. Queria eu agora, sentir teu seio, pulsando em veias, espantar-me, pois descubro que, em teu silêncio tenho um grito e, nos nossos obscenos, suspiros, os corpos ecoando entre espelhos, arrancando nossos sentidos. Queria eu agora, nessa tarde acabada, rasgar as roupas, mandar à merda essa compostura, amando sem máscaras e, entregando-se à loucura, deixar de sentir a culpa. Queria eu agora, borrar as fotos, quebrar as taças, libertando os dêmonios de vidas passadas, que aos poucos nos tiram a juventude. Queria eu agora, te ter deitada em meu colo, sobre telhados que criamos para destruí-los, com o luar de almas embriagadas, beijar-te perdendo totalmente a noção do tempo, apenas sentindo o vento, que move a nossa lua de lugar. Beijos, minha amada.

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